Atlas da Violência: na contramão do país, seis cidades da região de Campinas têm alta na taxa de homicídios

  • 26/05/2026
(Foto: Reprodução)
Brasil registra menor número de homicídios da série histórica Seis cidades da região de Campinas (SP) registraram em 2024 um aumento no índice de homicídios. É o que mostram dados do Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta terça-feira (26). Na comparação da taxa a cada 100 mil habitantes, Valinhos (SP) teve a maior variação percentual no período, passando de 0,77 para 3,05 (+296%) seguido por Americana (+88%) e Sumaré (+28,1%). Já Mogi Guaçu (SP) teve queda de 47% (veja a tabela abaixo). 👉 O cenário vai na contramão do observado em âmbito nacional. De acordo com o levantamento, o Brasil registrou a menor taxa de homicídios em 11 anos. O número absoluto de mortes oficiais é de 42.590, o equivalente a 20,1 assassinatos a cada 100 mil habitantes e 7,4% menos que em 2023. 🔔 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Comparativo da taxa de homicídios registrados a cada 100 mil habitantes No período, os oito municípios com mais de 100 mil moradores contabilizaram 249 mortes violentas, o que representa um aumento de 12,1% em relação ao ano anterior. A taxa de homicídios, que em 2023 ficou em 7,23, agora chegou a 7,74. O Atlas da Violência, porém, aponta que o número pode ser maior. Segundo o relatório, a região teria ainda 52 homicídios ocultos, casos em que mortes violentas registradas com causa determinada poderiam, na realidade, ser classificadas como homicídios (entenda abaixo). O que são os homicídios ocultos no Atlas da Violência O relatório afirma que a análise dos homicídios registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, fica prejudicada quando uma parcela das mortes violentas não tem a intencionalidade identificada. 🚩 Esses casos são classificados como mortes violentas por causa indeterminada. Para contornar esse problema, os pesquisadores usam uma metodologia baseada em aprendizado de máquina para estimar quantas dessas mortes podem, na verdade, ter sido homicídios. Esses casos são classificados no relatório como homicídios ocultos. Homicídios ocultos registrados em cidades com mais de 100 mil habitantes O estudo do FBSP usa os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. O número oficial de homicídios considera óbitos causados por agressão, intervenção legal e operações de guerra. Nem sempre a causa básica de uma morte violenta é identificada. Nesses casos, pode ser classificada como morte violenta por causa indeterminada. Para estimar os homicídios ocultos, os pesquisadores analisam características das vítimas, como idade, sexo, estado civil, escolaridade e município de residência, além de informações sobre a ocorrência, como instrumento usado, data e local do incidente. A partir disso, o modelo calcula a probabilidade de uma morte violenta sem causa determinada ter sido, na verdade, um homicídio. Segundo o Atlas, as diferenças entre os homicídios registrados, os homicídios estimados e os dados policiais decorrem, na maior parte das vezes, de problemas técnicos no compartilhamento de informações entre secretarias de saúde e de segurança pública. O relatório afirma que essas diferenças não significam, em geral, intenção de gestores estaduais de esconder dados. Vista aérea de Campinas com destaque do Cambuí em 2020 Rafael Smaira/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/05/26/atlas-da-violencia-contramao-pais-seis-cidades-regiao-campinas-alta-taxa-homicidios.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes