Quem é o cantor de funk encontrado em cemitério clandestino em Heliópolis; polícia investiga participação do crime organizado

  • 28/05/2026
(Foto: Reprodução)
Quem é o cantor de funk encontrado em cemitério clandestino em Heliópolis; polícia investiga participação do crime organizado Jonas Barros de Oliveira, conhecido artisticamente como "Gigante" e MC GG, tinha 25 anos, morava em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, e construía carreira no funk havia pelo menos sete anos. O cantor foi identificado pela Polícia Civil como uma das vítimas encontradas enterradas em um cemitério clandestino descoberto nesta semana na comunidade. O corpo dele e de outras três pessoas foi localizado na segunda (25) em uma área de proteção ambiental utilizada pela Sabesp, próxima aos chamados “prédios redondos”, na região de Cidade Nova Heliópolis. Segundo pessoas próximas, Jonas buscava uma oportunidade na produtora musical DamassaClan havia cerca de quatro meses. Apesar da aproximação, ele não trabalhava oficialmente para o grupo. A Polícia Civil investiga a relação entre produtoras musicais do cenário do funk e do rap e os desaparecimentos. Os investigadores também trabalham com a hipótese de execução ligada ao crime organizado (leia mais abaixo). A Polícia Civil identificou os corpos de Jonas Barros de Oliveira, conhecido como 'Gigante' (à esq.), e Francisco Rubens Sousa Cruz. Reprodução Ao longo da carreira, MC GG gravou videoclipes por produtoras da periferia paulistana e chegou a cantar com artistas conhecidos do cenário do funk. A família do cantor procurou a polícia na semana passada após o desaparecimento dele. O corpo de Jonas foi identificado entre os quatro encontrados enterrados em uma área de mata na Rua Anísio Spínola Teixeira, em Heliópolis. Outro corpo identificado é o de Francisco Rubens Souza Cruz, de 46 anos. Um terceiro homem desaparecido, Werlen Moitinho Vieira, também é investigado no caso. A família reconheceu as roupas dele, mas exames ainda serão feitos para confirmar oficialmente a identidade. Segundo a investigação, Werlen e Rubens trabalhavam para a DamassaClan, movimento ligado ao rap e ao funk em São Paulo. Ainda segundo a investigação, o quarto corpo encontrado no cemitério clandestino apresentava estado de decomposição mais avançado e sinais de que estava enterrado no local havia mais tempo do que os outros três. Por isso, a Polícia Civil trabalha inicialmente com a hipótese de que essa morte não tenha relação com os desaparecimentos de Jonas, Rubens e Werlen. A identidade dessa quarta vítima ainda não foi confirmada. O g1 procurou a produtora DamassaClan, mas não obteve contato até a última atualiazação desta reportagem. Publicações A Polícia Civil também investiga a relação entre produtoras musicais e os desaparecimentos. Segundo investigadores, a DamassaClan publicou nas redes sociais que Werlen havia sido “assassinado de forma cruel” e sugeriu relação entre o caso e a morte do funkeiro MC Kevin, em 2021. A postagem foi apagada depois. O artista morreu aos 23 anos após cair da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que a morte foi acidental e descartou participação de terceiros. Mesmo assim, o caso segue cercado por especulações e teorias difundidas nas redes sociais e no meio do funk. O cemitério clandestino foi descoberto na segunda-feira (25), quando guardas civis metropolitanos faziam patrulhamento ambiental em uma área de mata usada pela Sabesp. Os corpos foram encontrados em uma área de proteção ambiental utilizada pela Sabesp, próximo aos chamados “prédios redondos”, na região de Cidade Nova Heliópolis. Arquivo pessoal Segundo o boletim de ocorrência, os agentes encontraram trilhas abertas no mato e pontos com terra remexida coberta por vegetação. Nos locais, havia pedras grandes sobre as covas. Inicialmente, três corpos foram encontrados, todos enrolados em panos e amarrados com fitas adesivas. No dia seguinte, equipes da Polícia Civil localizaram um quarto corpo em estado mais avançado de decomposição. Pela forma como os corpos foram encontrados, pelos sinais de violência e pela existência de um cemitério clandestino na região, a polícia trabalha com a hipótese de execução ligada ao crime organizado. Investigadores já ouviram testemunhas e afirmam ter identificado alguns suspeitos. A motivação das mortes ainda não foi esclarecida. Em nota, a Secreta da Segurança Pública (SSP) afirmou que dois corpos foram reconhecidos por parentes na quarta-feira (27) e que a "polícia continua trabalhando para identificar as outras duas vítimas e esclarecer todas as circustâncias do caso". Já a Sabesp disse que coopera com as autoridades policiais na investigação e que os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). A suspeita inicial é de que o terreno possa ter sido usado como um cemitério clandestino. Arquivo pessoal

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/28/quem-e-o-cantor-de-funk-encontrado-em-cemiterio-clandestino-em-heliopolis-policia-investiga-participacao-do-crime-organizado.ghtml


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